Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras instituições do mesmo conglomerado. A decisão gerou uma pergunta imediata entre milhares de correntistas e investidores: o que acontece com o dinheiro aplicado no banco?
A resposta envolve o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o mecanismo de proteção do sistema financeiro brasileiro.
O que é a liquidação extrajudicial?
Quando o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial de um banco, a instituição para de funcionar normalmente. Contas são bloqueadas, operações são suspensas e um liquidante é nomeado para administrar o processo, apurar os bens e organizar o pagamento dos credores.
No caso do Banco Master, isso afetou contas correntes, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs e outros produtos emitidos pela instituição.
O papel do FGC
O Fundo Garantidor de Créditos funciona como um “seguro” do sistema bancário. Ele protege os clientes em casos de intervenção ou liquidação de instituições financeiras.
No caso do Banco Master, o FGC garantiu o pagamento de:
- Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ
- Por instituição ou conglomerado financeiro
- Incluindo o valor investido + rendimentos até a data da liquidação
Produtos cobertos pelo FGC incluem:
- Conta corrente e poupança
- CDB e RDB
- LCI e LCA
- Outros depósitos elegíveis
Quanto foi pago aos clientes?
O FGC estimou um desembolso de cerca de R$ 40,6 bilhões para cobrir os clientes do conglomerado Master. Esse foi um dos maiores acionamentos da história do fundo.
Os pagamentos começaram em janeiro de 2026, após o liquidante enviar a lista oficial de credores. A maior parte dos clientes que tinham até R$ 250 mil já recebeu os valores por meio do aplicativo do FGC.
E quem tinha mais de R$ 250 mil?
Quem possuía valores acima do limite do FGC passou a ser considerado credor da massa liquidada. Nesse caso, o recebimento depende da venda de ativos do banco e da ordem de prioridade definida na legislação. Não há garantia de recebimento integral nem de prazo definido.
Resumo prático
| Situação do cliente | O que aconteceu |
|---|---|
| Até R$ 250 mil em produtos cobertos | Recebeu pelo FGC |
| Acima de R$ 250 mil | Entrou na fila de credores da liquidação |
| Produtos não cobertos pelo FGC | Também entrou na massa liquidada |
Conclusão
A maior parte dos clientes do Banco Master que tinham valores dentro do limite do FGC conseguiu recuperar o dinheiro. Já quem extrapolava esse teto ou possuía investimentos sem cobertura ficou sujeito ao processo de liquidação, que é mais demorado e incerto.
O caso reforçou a importância de conhecer os limites de proteção do FGC e de diversificar aplicações entre diferentes instituições financeiras.
1. O FGC cobre todo o dinheiro que eu tinha no Banco Master?
Não. O Fundo Garantidor de Créditos cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado. Valores acima desse limite não são garantidos pelo FGC e entram na fila de credores da liquidação.
2. Quando o dinheiro começa a ser devolvido?
O pagamento pelo FGC não é imediato. Ele só começa após o liquidante enviar a lista oficial de credores. No caso do Banco Master, os pagamentos tiveram início em janeiro de 2026.
3. Quais investimentos são protegidos pelo FGC?
Estão cobertos: conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e outros depósitos elegíveis. Produtos como fundos de investimento, debêntures, CRIs e ações não têm cobertura do FGC.
4. E se eu tinha dinheiro em mais de um banco do grupo Master?
O limite de R$ 250 mil é por conglomerado. Se você tinha valores no Banco Master, Letsbank ou outras instituições do mesmo grupo, o teto de cobertura é único (não se multiplica).
5. Quem tinha mais de R$ 250 mil consegue recuperar o valor restante?
Não há garantia. O valor acima do limite do FGC depende da venda dos ativos do banco durante o processo de liquidação. O recebimento pode demorar e não é assegurado integralmente.
